domingo, 16 de outubro de 2011

Mais Fotos ...







Ainda sentia que por aqui, não habitava mais a minha asfixia. Vocês compartilham odor, envergonham-se do que escrevem, sentem medo de ser feliz ... Sabem de verdade, mas de verdade mesmo o que é ser feliz, mas o que acontece, é que também têm medo de ser feliz, porque sabem que ser feliz é sofrer por demais, (a tendência de repetições aqui, é um dos focos) tão bem sabem, que o quê mais fazem nas redes sociais é compartilharem tudo que queriam viver na vida real e francamente não vivem. Coisas simples! Fotos de casais se beijando, de frases com belas fontes enfeitando (contextualizando) a imagem que pretende expressar o namoro, o casamento, a separação, o divórcio, a vida, a morte ... Musiquinhas que (falando de um ponto exterior), não lhe tocou em "bulhufas" alguma, mas que foi possível projetar a cena de felicidade, a cena do existente que vai de contra ao seu âmago fazendo-lhe convencer de que aquilo não é existente, é só literatura, é só poesia, e no então estrela alguma beija o céu, e sol algum cede com gratidão espaço a lua, logo "não existe", é muito bem representando nas massas visíveis.
- Queremos ciência ! (diz o escravo da internet)
Esperam mesmo que tudo seja palpável, que só se vive aquilo que se toca, aquilo que é digno de uma convincente explicação, mas o que por lei de permissão não enxergam, não o faz, por fim, é algo além. Isso eu não consigo explicitar por aqui, pois assim como M. de Barros, o que admiro nisto tudo, não é a beleza das palavras, mas sim... a doença delas. De fato, existem anjos nus, águas de concreto, reciprocidade real, macacos de pijamas, e sapatos de adubo, mas fazer o quê ... nunca entraram em contato com este presente (no sentido de tempo) existencial. É que parque e bares são chatos, e alguns de nós, em desventura, sentimos vontade de matar um monte de pessoas, até mesmo aquelas que só fazem-se de meras moscas na sopa e mais nada.
Há, pelo fato de experimentar a virtude de que se opõe ao tédio,( tédio causado por falta de raciocínio, de sabedoria, de bom senso), a vontade de experimentar a liberdade, "ah, é tempo de fazer, de sair dessa vida, de curtir". Essa é a hora que querermos tudo, beijo, sexo, ervas, noitadas, cineminhas, locais "cult", revistinhas, underground, anti-mídia, e ou, mídia, reggae roots, Malu Magalhães (sem desmerece-la, mas eu acho um saco, tem muito "uh, uh , uh") ...e aí, em dadas vezes, acabam se perdendo, sem volta, e queimando por bordas o sentido de "liberdade". Insanidade é boa, só se quando,deixar de estar não for mais ego.
Eu só ando meio triste há algum tempo, e enjoado de muita coisa há um longuíssimo tempo.
Enfim... seria bom que vocês abrissem as mãos, somando 10 em dedos, colocassem os mesmos em sua própria direção e se tocassem por quantas vezes fossem chegar ao estado de exaustão, simplesmente porque a jarra de água gelada está aí na geladeira, e os pobres estão ficando cada vez mais pobres ... faça em si mesmo sorrir, e não gargalhar.
Saravá.

Matheus Carmo

2 comentários:

  1. Aposto que quando terminou de escrever isso respirou fundo.

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  2. Certamente, um tanto quanto não se espera.

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