terça-feira, 12 de julho de 2011

A hora Da Veneta !




Apresento-lhe o sangue em mazela circulação, o cérebro em descaminhada edificação, também vos apresento-lhe o enjoo vital, relacionado aos burocratas dos conceitos morais ... posteriormente semeio convosco o parasitismo amoroso, contagiador, analisador, sufocador .
Quão fostes complexo expandir as dimensões exuberantes do vosso dicionário, qual mais seria o significado do amor além de afeição, compaixão e misericórdia ? Amortiçaram as espadas impetuosas ! Uma pura e simples ideia, quanto por si só uma palavra, nem ainda assim uma ardilosa expressão, em todos os âmbitos, há um fenecimento em excesso de polêmica e confusão. Vês que a afirmação, a crítica, o sangue e a ferida, ao serem arremessados, voam irrevogavelmente. Traumatizo-me em conhecer o "mais do mesmo". Em quais moribundos bairros habitam a criatividade, a percepção, e a admiração ? Em pleno escrever questiono onde descansam as minhas singelas virtudes ! O rangido triunfante és frugal. Limita-se a repetividade humana ; a máquina genial fragmentou-se no fluxo do tempo, e em mim, sinto ela excitar, exercitar e gozar. Meus dedos inundam de prazer ... foi até quando vi os seres suscitando o incontentado, suscitando o banal, moldando-se à fórmulas, à diálogos previsíveis, à discussões imutáveis.
Esqueceram-se de exalar o bendito universo literário, poético, cultural, filosófico, inerente, decadente, exortador. Por vir, notarás o cansaço descrente que há em tudo, do tudo, em que ler, em que ouve, em que ver ... São as donzelas das redes sociais tentando exibir sua culta subpolaridade, e são também os honorários da Caverna de Platão. Estes, habitam em nosso lar social, são soberbos e comuns. Falta-me perceber o absurdo, ele é mais amigável do que muito trabalhos artesanais, vem em ausência de tecnicidade e criticidade. Quando o ser humano discernir simploriamente que sua sensibilidade é em vão, fútil, logo, invalidada, passariam a frequentar menos em campos terrestres, perceberiam que não desfrutamos mais das suas necessidades.
O âmago amargou-se, expelindo o toque manual, o toque coloquial; pensei em pintar um quadro e escrever nele "xD", adicionar em suas bordas aquelas fotografias coloridas ... renderia um círculo comunicativo de excessivos comentários ! Gênio é o petiz, que sente seu pulmão doer insuportavelmente ao perder sua virgindade com o ar . A foice que disponho , conservei pra hora da veneta, que chega quando a lua desmaiar e cair sobre a terra, em meu libido mal zelado , idolatrador , em xingar, bater, cuspir, sentir dor, e apanhar ... apanhar as falhas do equívoco escrivão ...
Se todos pensassem assim ... de compunha constelação, errariam mais, derrubariam os potes de tinta sob a tela por diversas vezes. E, ah ! Notei em mais uma suscetiva jornada, que o meu quarto é o ponto de conspiração e atração pela cor azul .


Matheus Carmo

5 comentários:

  1. Ahhh, o amor... Ahhhh, a mulher... Quem nunca amou uma, não sabe o que é viver de verdade...

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  2. E o besteirol ? E toda inalação de álcool ?

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  3. Muito bom o texto ... talvez diria que é um grito de alerta pra essa tal sociedade morderna que está alienda e deslumbrada por essa outra tal de tecnologia. Boa obsevação Matheus!

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  4. "A foice que disponho , conservei pra hora da veneta, que chega quando a lua desmaiar e cair sobre a terra" Compartilho esse mesmo desejo, belo texto.

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  5. Bom! redes sociais, amar, pintar...rsrsrs

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